Como o yoga mudou a minha vida

quinta-feira, março 02, 2017

A UNESCO declarou o yoga indiano patrimónimo imaterial da humanidade. Isto já foi no fim do ano passado, mas só agora me apercebi, e presto assim a minha homenagem à prática que mudou a minha vida.

Sim, continuo a ferver em pouca água, a desejar a morte a muita gente, a contentar-me com filmes e livros violentos, a puxar ferro no ginásio, a fazer headbanging e moshe em concertos impróprios para meninos e a ser uma stressada. Mas agora consigo controlar o que vai cá dentro, e lá fora. Quando sinto alguma dor, sei exactamente o que tenho de fazer para a aliviar, desde dores musculares a dores de cabeça. Quando tenho dificuldades em dormir sei que músculos tenho de relaxar e como tenho de respirar. Quando estou com os nervos e sinto que o coração me vai sair pela boca, sei como, através da respiração e de alguns movimentos, pô-lo novamente no caminho certo.

Conheço o meu corpo como nunca - cada músculo, cada osso, cada palpitar, o que influencia o quê, problemas e soluções. Em qualquer sítio - em casa, no ginásio, no trabalho - consigo pôr em prática os ensinamentos e imediatamente sentir alívio do que quer que seja. É milenar, é milagroso, é estar em paz em comunhão com o mundo, promove o bem-estar do corpo e da mente, e quando se atinge este ponto já não se consegue abandonar o yoga.

É uma prática que todos conseguem fazer, independentemente da idade, género ou condição física. Compreendo que não seja fácil chegar a este "state of mind" e que muita gente diga que não é para si, mas se eu, a stressada-mor do mundo, consegue, qualquer pessoa consegue. Pode demorar a entranhar, é necessária uma concentração e uma capacidade de nos isolarmos do que nos rodeia fora de série, mas garanto, a partir do momento em que isso é atingido, é a melhor coisa que podemos fazer por nós, é o apogeu de ter um momento para nós, e o que há de mais valor do que isso nos nossos dias?

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