Finalmente, Moonlight

quinta-feira, maio 25, 2017


Finalmente vi o vencedor do Óscar de Melhor Filme deste ano. "Moonlight" é belo, sim, nas imagens vibrantes e incisivas que nos chegam aos olhos numa realização brutal e realmente diferente.

A história é apresentada por ordem cronológica em três momentos distintos, tendo como base um personagem central que acompanhamos na infância, adolescência e idade adulta, separadamente. Ele é, primeiro, um tímido menino negro com mãe solteira dependente de drogas; depois, um jovem confuso que sofre de bullying e que desperta para a sua sexualidade; depois, um homem feito completamente diferente do que foi - que teve a oportunidade de começar do zero e renasceu num outro alguém, mais duro, deixando uma centelha do seu antigo eu por vir ao de cima.

As imagens são mágicas, os diálogos são mágicos, há cenas em que sentimos vontade de entrar na tela e resgatar este menino-homem das situações chave que nos arrebatam o estômago. Levanta questões morais, muitas, a maior delas a homofobia numa comunidade onde ser diferente é uma ofensa e motivo para despoletar a violência.

Gostei muito e acompanhei avidamente, mas não sei se concordo com o galardão. Talvez tenha gostado mais do "Lion". Para o Óscar de Melhor Ator Secundário nem se fala. O Mahershala Ali esteve bem, mas não era um papel particularmente difícil e apareceu uns 10 minutos no total... Agora já posso dizer que o Dev Patel foi injustiçado.

De qualquer forma, é imperdível. Sensível, de uma falsa serenidade arrebatadora. Fazei o favor de ver.

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