Common People

terça-feira, março 02, 2010

"Rent a flat above a shop
Cut your hair and get a job
Smoke some fags and play some pool
Pretend you never went to school
But still you'll never get it right
'cos when you're laid in bed at night
watching roaches climb the wall
if you called your dad he could stop it all
yeah
You'll never live like common people
You'll never do whatever common people do
You'll never fail like common people
You'll never watch your life slide out of view
and then dance and drink and screw
because there's nothing else to do"

Pulp - "Common People"
in Different Class (1995)

O comum existe não só por estar ao alcance. A construção do comum, diga-se, vulgar, tem os alicerces em posições confortáveis e em relativas facilidades, que não perturbam a ordem das coisas enquanto o tempo passa. Como pessoas comuns, baseamos as nossas acções nas coisas banais e corriqueiras. Atribuímos valor e apoiamo-nos nas pequenas rotinas.
E assim praguejamos quando nos pisam, vamos ao café ver a bola, compramos minis no supermercado, cumprimos um horário laboral, queixamo-nos do Governo, juntamo-nos às Sextas, juntamos dinheiro, juntamos preocupações, temos televisão em casa, contas por pagar, um animal ou outro, temos muitos planos, vícios, pretensões, desilusões, resignação.
Damos conta do comum onde estamos enfiados, e desejamos mudar, sair daqui, e ir para longe, recomeçar, mas serão outros novos comuns que surgirão. A nossa vulgaridade, a bica depois de jantar, ir para os copos, discutir quem vai ser campeão esta época, são os lugares comuns onde quero estar. E quem dera a tantos, tantos, fazer parte desta vulgaridade deliciosa.


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