O livro das porcas

quarta-feira, maio 27, 2015

Não, não estou a falar do Facebook. O livro das porcas será uma criação minha que servirá para mostrar as porquices que vejo na casa de banho das mulheres. E em qual casa de banho, perguntam vocês. Uma casa de banho pública num sítio qualquer? Num centro comercial? Num festival? Na rua? Numa barraca duma favela sem água potável? Não, no meu local de trabalho.

Eu queria olhar para o lado, esquecer, seguir em frente mas não consigo. Esta semana é a segunda vez que vejo uma poça de sangue no assento da sanita. Eu não sei se as meninas em casa têm uma empregada que lhes limpa a paxaxa e lhes enfia o tampão, mas a não ser que as tragam para o vosso local de trabalho, agradeço que limpem o vosso sangue podre duma área pública usada por todas. Para além de ser nojento, estão a contaminar o local sabe-se lá com que doenças. Vocês não são meninas de 11 anos que acabaram de ter o período pela primeira vez. São mulheres feitas, e se conseguem carregar as vossas Gucci e modelitos de passerelle, se se lembram de retocar a maquilhagem e o perfume, também se deviam lembrar de limpar a vossa merda.

Já não bastava as vezes que encontro a sanita com cagalhões que fazem morcelas e chouriços parecerem palitos de la rene. E os lavatórios entupidos com restos de massa do almoço, que as ladies acham que é um bom sítio para despejar os restos dos tupperwares.

Tenho origens humildes e venho da terrinha, e é preciso trabalhar na cidade grande com um monte de riquinhas cheirosas para encontrar porcas à séria!


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