As coisas que se aprendem #8 - Freddie Mercury era um refugiado

segunda-feira, novembro 02, 2015

É verdade. Aquele que é, na minha opnião, o melhor frontman de todos os tempos, era um refugiado. Nascido no Zanzibar, Freddie era parsi, uma etnia indiana perseguida após a independência do país. A sua família viu-se numa situação difícil e refugiou-se no Reino Unido, em 1964. O seu nome de nascença era Farrokh Bulsara. Apesar de ter adoptado o nome Freddie desde cedo, "Mercury" só surgiu depois de ingressar os Queen.

Outros refugiados que talvez conheçam. Steve Jobs, Dalai Lama, Bob Marley, Jackie Chan, Rachel Weisz, Milan Kundera, Isabel Allende, Mario Stanic, Jerry Springer ou Vladimir Nabokov são exemplos de pessoas que tiveram de sair do seu país e procurar auxílio fora de portas, por motivos políticos, pela guerra, por expatriação, por perseguição étnica, pela religião, ou outra razão qualquer estúpida que faz com que as pessoas não estejam bem no país onde nasceram e cresceram.

Aposto que todos os que adoptaram recentemente a profissão extenuante de ser anti-refugiados adoram ouvir um certo refugiado a cantar, têm iPhones criados por um refugiado, lêm livros escritos por refugiados, vêm filmes com actores refugiados, assistem ao futebol com jogadores refugiados, vêm programas apresentados por refugiados, e gostam, riem-se, dançam, batem palmas, gritam golo, compram cd's, e se soubessem o seu passado, de um momento para o outro, deixariam de gostar.

"Nunca gostei muito de Queen", é ouvi-los agora. "O Stanic era um coxo". Abram a mente. Sabem lá de onde vem a próxima pessoa que vai mudar o mundo.


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