Muitas cenas maradas em 'The Handmaiden'

quarta-feira, janeiro 25, 2017

"The Handmaiden" (título original "Ah-ga-ssi", traduzido como "A Criada") é um filme sul-coreano que não é fácil de ver e de entender. 

Tudo começa com a história de uma criada, nascida pobre e um pouco tonta, mas que desde cedo foi ensinada a roubar e a enganar. É aliciada por um conhecido a enganar uma herdeira, rica e solteira. O objectivo dele era seduzi-la para casar com ela, para logo a despachar e ficar com metade da sua fortuna. Ela, a criada, só tinha de ir trabalhar para essa misteriosa mulher, e convencê-la de que é amada por este farsante, que ele é o seu destino e a sua oportunidade de libertação - ela vive com o tio, oprimida desde pequena.

Tudo é marado neste filme. Mencionando apenas um dos aspectos, e explicando a opressão do tio... bem, ele obrigava-a a ler em voz alta desde criança durante horas a fio, até ter uma dicção perfeita e, em adulta, fazer saraus de leitura de livros pornográficos para uma audiência masculina, enquanto 'montava' um boneco de madeira. Pois. Outro dos aspectos, e bem importante, é o twist que existe a meio do filme. Basicamente, tudo o que disse no parágrafo anterior deixa de fazer sentido. O ponto mais impressionante é a relação da criada com a sua senhora, que se torna íntima de um modo muito doentio. Mas... só vendo se entende.

É algo macabro, negro, tem (muito) sexo, misticismo, interpretações fantásticas, uma luz fabulosa (como tudo o que tem vindo da Coreia do Sul) e é um autêntico desafio às nossas percepções. Recomendo aos aventureiros pouco convencionais por aí.


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