Parabol

quinta-feira, março 19, 2009


“So familiar
And overwhelmingly warm
This one, this form I hold now
Embracing you, this reality here
This one, this form I hold now
So wide-eyed and hopeful
Wide-eyed and hopefully wild
We barely remember
What came before this precious moment

Choosing to be here
Right now
Hold on, stay inside this body holding me
Reminding me that I am not alone in
This body makes me feel
Eternal, all this pain is an illusion”


Tool – “Parabol”

in Lateralus (2001)



Frames do tempo embalsamados pela memória, pairando por cima das nossas cabeças. Momentos e espaços reservados na mente, ocupados pelo prazer de recordar. O resto, é resto. Restos de vida humana sem um caminho por lembrar. Restos já distantes, sem espaço para acontecer. Para dar lugar a algo novo. É o aqui e o agora. É o já.
É este momento precioso. E é tão familiar, tão quente, tão confortável, é a realidade subtil que nos cai em cima como neve. E tão selvagem, tão intrínseco, tão cravado em nós, como estacas de madeira na terra, que parece que esteve sempre lá, essa realidade morna que nos acalma nos seus braços de fel.
E este aqui, este agora, parece eterno aos nossos olhos. Nós, os mortais sem esperança, iludidos pela dor do tempo, e da carne, somos, nesse momento, imortais.

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1 comentários

  1. "Frames do tempo embalsamados pela memória, pairando por cima das nossas cabeças." <- No ponto!

    E também restos de vida humana sem um caminho '[para]' (alteração minha) lembrar. Sem acesso. Mas não sei se acredito nisto; nos resto de vida humana sem um caminho (de acesso, seja de que forma for) para lembrar.

    Não vou citar mais partes do texto, mas gosto de todo ele, assim, indiferente a comentários. :)


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