Ready Player One (2018)

quarta-feira, agosto 08, 2018


Não sou grande fã de filmes sobre realidade virtual e afins - prefiro manter-me longe de um futuro ao qual não posso fugir, mas posso adiar, pelo menos no meu espaço pessoal. No entanto, o nome de Steven Spielberg e a recomendação por parte de algumas pessoas fez com que sucumbisse e lá assisti ao Ready Player One.

A trama passa-se em 2045 e o mundo é obviamente diferente daquilo que conhecemos hoje. As pessoas vivem empilhadas e em condições miseráveis, os recursos são escassos e as relações humanas estão podres, o que é ao mesmo tempo uma causa e uma consequência para o uso desmedido da realidade virtual. Lá, os usuários podem evadir-se e ser aquilo que quiserem, num ambiente completamente imersivo que os afasta da realidade.

O mundo virtual mais utilizado é o Oasis, uma plataforma que oferece tudo o que os milhares de exigentes jogadores pedem. O seu criador, já falecido, é como um Deus para os amantes da realidade virtual e, para cúmulo, antes de morrer, deixou uma complicada charada para ser descoberta pelos jogadores mais dedicados. O prémio são as chaves do próprio jogo, com as acções em bolsa correspondentes, o que é o Santo Graal e um passaporte para a riqueza para estes utilizadores. Só que, passados anos da sua morte, ainda ninguém chegou perto de descortinar a solução.

O nosso protagonista, Wade Watts, é um dos muitos que persegue esse objectivo. Mas não está sozinho - os seus amigos são os seus aliados na busca, mas também há quem tenha más intenções, em especial uma empresa concorrente que se quer apropriar do Oasis.

A perseguição do valioso prémio dá origem a muitas cenas interessantes e somos engolidos por uma verdadeira qualidade gráfica que nos emerge, a nós próprios, espectadores, para aquele ambiente virtual. Para mim, o mais interessante foi assistir aos vários enlaces entre o mundo virtual e real, os impactos de uns nos outros e, enfim, a parte da caça ao tesouro, tema que no fundo é comum a todos os séculos que há memórias.

As piores críticas que tenho lido são de quem leu o livro em que o filme se baseia. Como não li não posso opinar, mas como leitora ávida compreendo o sentimento que se cola na maior parte das adaptações. Mas há que compreender que fazer uma adaptação desta dimensão é tentar meter o Rossio na Rua da Betesga...

Resumindo, gostei mais do que aquilo que esperava, e por isso aqui estou, sugerindo para que, se puderem, dêem uma vista de olhos, porque até esta moça avessa às tecnologias tirou prazer na coisa.

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