Dundirk (2017)

terça-feira, dezembro 19, 2017

No decorrer da II Guerra Mundial, milhares de soldados franceses e britânicos vêem-se encurralados pelos alemães em Dunquerque. Esperam pelo resgate por via marítima que os levará para casa. Mas o cerco do exército alemão aperta e não existe nenhum sítio seguro onde as tropas possam esperar. Na praia, filas e filas intermináveis de soldados esperam lugar no próximo barco.

Esta é a premissa deste filme de guerra de Cristopher Nolan, que conseguiu, desde o momento inicial até ao absoluto final, criar um ambiente aflitivo, urgente, de cortar a respiração. Quase sem diálogos, não há nada que fique por dizer, seja através da acção constante, da banda sonora sublime ou da cinematografia gigante.

Em terra, acompanhamos os soldados que tentam salvar-se no meio do caos, sem saber para onde se virar, fugindo dos tiroteios de um lado e dos bombardeamentos que vêm pelo céu, do outro. No ar, embrenhamo-nos nas aguerridas lutas aéreas onde é matar ou morrer. Pelo mar, vemos o desespero dos que tentam sair dali a todo o custo mas que acabam por se colocar num perigo ainda maior.

E estas três vertentes que acompanhamos rigorosamente não seguem necessariamente a mesma linha temporal, e no entanto a narrativa nunca é confusa. Faz tudo parte do génio do Nolan e a sua incrível capacidade para contar histórias através de todos os meios que dispõe - visuais, sonoros, textuais, históricos.

Este filme é talvez o melhor que vi este ano, e não me admirava nada se arrebatasse uma carrada de Óscares.

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