Palavras do Abismo

Podem substituir "raio" por "caralho" no título deste post para melhor sentirem o meu estado de espírito, que de momento é merdoso. 

Foda-se, tenho 33 anos, pensei que por esta altura a questão dos sisos estava arrumada, e seguia feliz na minha vidinha quando um desses cabrões decidiu infectar. Criou abcesso, a boca inchou, começou a empurrar os outros dentes (um belo moshpit na minha boca - eu sei que mereço) e foram dias intensos a sentir uma das piores dores da minha vida - está no top 3, a seguir à pedra nos rins e à hérnia discal - até o antibiótico fazer efeito. 

Foram quatro noites sem dormir, e porquê? Para quê? Porque é que temos dentes que nos incomodam tão tarde na vida? São como aquelas visitas indesejadas - não queremos que venham, não temos espaço para elas, e mesmo assim elas entram-nos porta adentro, sem dia e hora para bazar, fazendo da nossa vida um rebuliço, deixando tudo de pantanas. E, quando finalmente elas se vão, não deixam saudade alguma. Adeus, já vão tarde! Só é pena não podermos tirar essas pessoas tóxicas da nossa vida com um alicate. 

O meu hóspede indesejado foi retirado esta manhã e ainda estou sob efeito da anestesia, e por isso ainda tenho espírito para escrever antes das dores chegarem. Vim aqui deixar um conselho aos jovens - vocês retirem esses cabrões todos da vossa boca. Assim que souberem que os sisos estão para nascer, ou se começam a espreitar, não hesitem e arranquem-nos. Não os deixem crescer nem infectar, porque depois sofrem em dobro. No mercy para esses motherfockers!

Ah, spoiler alert - como podem ver, o juízo não vem com o siso.


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"Estás a gozar, não estás? Só podes estar a gozar.

Porque é que haveria de estar a gozar?

Tu não queres morrer.

Também não quero viver.

É melhor estar vivo do que estar morto.

Dá-me uma razão.

Sei lá. Estares vivo para ires à praia no Verão.

O sol faz-me mal à pele.

Para tomares conta dos teus filhos.

Não tenho filhos nem quero tê-los.

Dos teus sobrinhos.

Sou filho único.

Para leres um bom livro.

Já te disse que detesto ler.

Ou veres um bom filme.

Os filmes roubam-nos a imaginação.

Para usufruíres dos prazeres da mesa.

Comer dá-me gases, tenho um estômago fraco.

Dos prazeres da cama.

Tenho um pénis pequeno e sofro de ejaculação precoce.

Porra, disse eu, quase a gritar, e que tal para poderes respirar? E sentires o calor do sol, e o frio da noite, e saboreares um fruto, e poderes olhar para as estrelas e perguntares-te que raio andamos a fazer aqui, e sentires medo e dúvida e esperança e aquelas coisas todas que as pessoas sentem quando não estão fechadas nas suas cabeças a tentar resolver uma equação impossível?"

in Ensina-me A Voar Sobre os Telhados, de João Tordo (2018) 

 

O que é certo é que as minhas razões de viver não são as tuas. As tuas dores não são as minhas. Não quer dizer que não as compreenda, mas tenho as minhas, que também doem, moem, e me distraem das tuas. Os nossos problemas são sempre maiores no nosso íntimo que os problemas dos outros. Mas acredito que cada um de nós lá terá as suas razões para se levantar da cama. Às vezes não são óbvias e não chegamos logo lá. Às vezes demoramos dias, meses, anos, a perceber. Às vezes, enquanto esperamos que se faça luz, faz-se mais negro. Às vezes, também, complicamos demais. Podem não existir razões efectivas mas há decerto sensações e sentimentos a que nos podemos agarrar. Nem que seja o sabor daquele gelado fresco num dia estupidamente quente. Um nascer do sol com um degradé perfeito de cores no horizonte que nos deixa colados ao chão. Ler os nossos Saramago, e José Luís Peixoto, e João Tordo, e Afonso Cruz, e o Camilo, e o Eça. Correr até as pernas tremerem e inspirar o ar às golfadas. O primeiro mergulho do ano. As nossas razões não têm de ser muito complexas, nem têm de se projectar a longo prazo. Viver é só sentir. Um dia de cada vez.

PS: desabafo inspirado nas palavras de João Tordo. Vale a pena lê-lo.


 
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Ai que escândalo, que horror, o drama, o fim do mundo! Tudo por causa do comentário do professor Daniel Cardoso no programa Prós & Contras. Para quem ainda não ouviu falar, se é que tal é possível, Daniel disse no programa que obrigar uma criança a beijar os avós é uma violência, uma acção pequena mas que pode desencadear comportamentos impróprios no futuro.

E caiu-lhe tudo em cima - o céu e o inferno, o Carmo e a Trindade, fizeram trinta por uma linha, começando pelo esterco de comunicação social que temos até aos justiceiros das redes sociais, esses seres que têm a opinião certa sobre todos os assuntos da vida e mais alguns, detentores da razão absoluta, guardiões da verdade e da moral.

Quanto ao que foi dito, a minha opinião é igual à dele. As crianças têm de se reger sobre regras, sim, mas devem ser menos rígidas no que toca ao contacto físico com os outros. Eu era uma criança que detestava dar beijinhos e todo o tipo de contacto. Hoje, sou uma adulta que odeia dar beijinhos e todo o tipo de contacto. Et voilá, sou uma pessoa completamente normal (que tem uma relação normal com os avós!). A minha mãe, no início, obrigava-me, mas depois de um episódio em que eu limpei a cara com o meu próprio cuspe e com a ajuda da manga do casaco depois de um beijinho de uma velha, tinha eu uns 4 anos e transbordava de nojo, desistiu, cheia de vergonha. E como ela própria é uma pessoa que não gosta de contacto, caiu na real e achou que não me devia obrigar. E hoje, agradeço-lhe por isso.

Ela considerou mais importante que eu fosse educada, que dissesse bom dia e boa tarde, que segurasse a porta, que dissesse obrigada,  que ajudasse em casa, que fosse aplicada nos estudos, que respeitasse os meus amigos e professores, do que ver o meu mal estar quando tinha de cumprimentar, tocando, em alguém. Esta aversão que tinha e continuo a ter é um traço da minha personalidade e que está também relacionada com outra característica minha - não suporto que violem o meu espaço pessoal, mesmo que não me toquem. Mantenho a minha distância, tanto física como mental, e abro mesmo muito pouco espaço para que alguém entre na minha vida. Sou, portanto, feliz na minha solidão. Tenho a certeza de que seria mais amarga se, na minha infância, tivesse passado mais tempo por essa provação de ser obrigada a ter contacto físico com os outros.

Esta é a minha opinião e a minha experiência pessoal, e todos sabem que as opiniões são como os cus. O mais lastimável é quando se transforma um comentário ou opinião num circo tão grande que a coisa extrapola para níveis inacreditáveis. Os haters foram imediatamente investigar Daniel Cardoso, e viram que é praticante do poliamor e que gosta de tirar fotografias eróticas. E pronto, às armas, às armas, foram disparados os canhões e o homem foi atacado por todos os lados e vexado em praça pública, porque, toda a gente sabe, um homem capaz de amar várias mulheres em relações consentidas e que gosta de fotografia artística com menos roupa não tem qualquer legitimidade para falar de comportamentos violentos na infância, mesmo sendo dourado em Ciências da Comunicação e que seja professor de Comunicação e da Sexologia na Universidade Nova. Um taralhoco, portanto!

Neste país, nada se pode meter com os velhos costumes. A instituição "família" é uma coisa muito sagrada, nada a pode perturbar, mesmo que não existam laços que o justifiquem. As pessoas não conseguem aceitar que, sim, há famílias unidas e com laços afectivos muito fortes; mas também há outras em que nem tanto, porque nem sempre o sangue fala mais alto, mas sim as coisas que temos em comum, os caminhos que seguimos juntos, os sentimentos que partilhamos, as amizades que fluem no seio familiar. É por isso que muitas vezes as famílias são as pessoas que vão surgindo para junto de nós vindas de outros meios, os amigos que escolhemos ou que a vida nos escolheu, as pessoas que vamos amando e querendo manter do nosso lado, os laços que não queremos perder. Por isso, obrigar uma criança a beijar um avô, ou um tio, um vizinho, é muitas vezes sinónimo de obrigar a beijar um desconhecido ou alguém por quem a criança não sente nada.

E depois de passear nas redes sociais e ver o bullying que se está a passar com o Daniel e, passando a citar, chamando-o de "evadido do Júlio de Matos", "insano", "desajustado social", "verdadeiro psicopata", "atrasado dos pirulitos", "bastardo", "maluco da moina", "nojento", "lixo humano", "aberração", "lunático", "sem valores", "deficiente mental", "pobre diabo", "besta sadomasoquista" dizendo que "gosta é de apanhar no traseiro", é um "tarado vindo de Marte", que "bate na avó", tem "cara de parvo", que "anda é à procura de fama", devia "ter o instestino grosso dentro da cabeça" (e isto numa pesquisa rápida de 5 minutos), eu é que fico com cara de parva a tentar perceber como é que a comunidade que defende tanto um ataque à moral é capaz de ser tão imoral na maneira como trata outro ser humano.

Mas, enfim, eu já devia estar habituada à dualidade e falta de coerência das pessoas estranhas vindas de Marte. Se cada um se preocupasse com o que se passa dentro das suas próprias casas, isso é que era.

PS: só de olhar para a cara de nojo da senhora Fátima Campos Ferreira dá-me vontade de lhe dar um beijinho na cara, com uma cadeira. Vídeo aqui.

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António Variações foi um visionário, um sábio, nascido numa era que não o compreendeu mas que carrega e carregará consigo, para sempre, palavras mágicas que, mais tarde ou mais cedo, acabamos por senti-las como nossas.

"Estou além" é uma canção muito inteligente, alegre nos acordes e algo sombria na mensagem, que nos fala da eterna insatisfação do ser humano. Há inevitavelmente momentos de maior confusão interna em que esta canção nos assenta que nem uma luva e, enfim, temos a pressa e a ansiedade de chegar onde só estamos bem onde não estamos. A lado nenhum.

Mais dia menos dia, um dia acordamos desejosos que o dia acabe. Sabemos de antemão que nada de bom virá de mais um nascer do sol. Sabemos que serão apenas 24 horas pesando sobre os ombros, mais uma ruga, uma rotina, um cabelo branco, mais um dia sem significado. Queremos sair desta linha monótona, mas não sabemos como. Queremos ir para outro lugar, mas não sabemos qual.

Questionamos o que estamos aqui a fazer. Pesamos os "ses" da vida e onde poderíamos estar se tivessemos ido para a esquerda em vez de para a direita. Os pensamentos vão recuando no tempo, e questionamos até as escolhas que fizemos na adolescência e infância. E se tivesse estudado outra coisa? E se tivesse emigrado? E se me tivesse tornado uma eremita vivendo isolada num monte alentejano? Todas as respostas possíveis embrulham-se num novelo que, embora confuso e sem conseguirmos descobrir o início e o fim da meada, nos parecem melhores do que a vida que levamos.

Tentamos descortinar onde aconteceu o ponto sem retorno que definou a vida que levamos hoje. Tudo parece errado. Se existiram más decisões, sentimos que as tomámos todas. E apesar dos clichés que nos atiram, que nunca é tarde para mudar, para ir, para conhecer, falta-nos a energia e a coragem para refutar um presente construído por nós mas que, a cada dia, nos vai passando ao lado.

Um dia destes, ouvindo o Variações, confirmei para mim mesma que as dúvidas nos assaltaram desde o início dos tempos e vão continuar a assombrar a nossa existência até que o último humano desapareça da Terra. Nascemos e morremos sozinhos, mas estamos unidos nesta incessante busca por um lugar de pertença. Alguns fazem esta travessia no deserto com a animação típica dos optimistas; outros, têm sempre qualquer coisa atravessada na garganta que não sai nem a ferros, acumulando frustrações.

A vida é um cemitério de expectativas.

 
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É sabido que a raça humana é uma valente merda. Cuspimos à grande no prato onde comemos, temos um umbigo gigante (o mundo gira à volta dele), o individualismo permanece, o egoísmo enaltece os comportamentos cada vez mais erráticos de quem se está a cagar para outra coisa que não eles próprios. Apesar dos esforços de muitas pessoas, e até mesmo da comunicação social que tem divulgado muitas imagens, estudos, chamadas de atenção, ora para o excessivo uso do plástico, ora para o esgotamento dos recursos, ora para as espécies que morrem e que sofrem com o nosso lixo, tal não é suficiente para uma geração muito, muito rasca, que neste momento assola o país.


Este vídeo foi gravado por estes jovens que se dispuseram a limpar a porcaria que os outros fizeram na praia de Carcavelos, e fazem um apelo para que cada um cumpra a sua parte. Reuniram sacos e sacos de lixo, ao fim de um dia com aquele calor infernal que tivemos há duas semanas. Estas atitudes são louváveis, e quem de nós (civilizados) nunca andou com um saquinho a apanhar merda dos outros na praia? Tudo muito bem, só que esses canalhas vão achar que têm criados, que não têm de limpar porque há quem limpe, e mesmo se não houver, é para o lado que dormem melhor.

 

Mais fotos de exemplo de uma rapariga indignada com o lixo nessa mesma praia. Eu sei que há porcos de merda de todas as idades, de todos os estratos sociais, mas parece-me, de acordo com os relatos, com as fotos, vídeos, que os adolescentes de hoje são uns burros acéfalos e vaidosos que se importam mais com as selfies do que a morte do planeta, e que o nível de bateria do telemóvel é mais preocupante do que a extinção das espécies ou a escassez de recursos. Odeio generalizações, mas estes chamados adolescentes da pastilha deviam ficar sem um dedo por cada porcaria que deitam para o chão, até terem apenas um coto que nem lhes permitisse limpar o rabo. 


Um exemplo fulcral é o Sudoeste. Um festival da pastilha para miúdos da pastilha típicos que vão lá para tudo e mais alguma coisa menos pela música e para serem civilizados. Como moça alentejana, eu fui ao Sudoeste, claro, era o apogeu do verão. E posso garantir que isto não era assim. E eu tinha os cornos no ar nessa altura da vida em que tudo acontece, e mesmo assim, eu e os meus amigos tínhamos o mínimo de consciência, e nunca vi as coisas chegarem ao estado, nem nada que se pareça, com o que podemos ver. Nessa imagem, no topo, podem ver um print do recinto do Sudoeste este ano, e em baixo, uma fotografia do recinto do campismo do Vagos Metal Fest também este ano (tirada por uma pessoa conhecida). Os metaleiros é que são feios, porcos e maus, não é?

Não sei se o mal pode ser corrigido. É difícil endireitar quem se está a cagar, e vê-se que ninguém os meteu na linha quando deviam. É a geração que compra tudo feito, completamente sem valores, sem moral, sem hábitos que os ajudem a ser pessoas melhores. Não lêem, na televisão só vêem lixo dos degredos e afins, se vão ao cinema é para engatar e estar a falar, se vão para a praia é para fazer poluição sonora e física, se vão para os festivais é para beberem até cair, se vão à escola é para fazer merda e passar à rasca, enfim, não dão uma para a caixa, e o futuro é negro.
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Devido ao documentário transmitido na RTP1 (disponível aqui) algumas pessoas estão agora a acordar para a vida. Outras continuam a dormir, a olhar para o lado e a assobiar, que não é nada com elas.

Eu não vi o documentário. Não vi porque me custa, porque choro, porque faço parte de grupos de defensores dos animais e já estou farta de saber o conteúdo. Sei o que se passa, e não preciso de ver e ouvir novamente os gritos e as lágrimas destes seres.

Não sei como as pessoas conseguem dormir à noite descansadas, sabendo que a comida que aparece no prato é obtida à custa do sofrimento e da dor de seres vivos, cuja inteligência e sensiência, sabemos hoje devido à evolução científica, equivale à de uma criança pequena. Não sei como conseguem ser egoístas ao ponto de pôr o seu paladar acima do modo como se tratam os outros habitantes do planeta. É uma questão de dignidade, de respeito, de sensibilidade.

Durante o transporte, os animais são sujeitos a temperaturas de mais de 40º e a água disponível depressa desaparece. Não têm espaço sequer para se virar, vão uns em cima dos outros, pouco importando aqueles que já mal se conseguem manter de pé, que têm feridas ou lesões. Seguem assim, horas intermináveis, dias, semanas, o tempo que for preciso até chegarem ao destino. Quando o transporte tem dois andares, os animais da parte de baixo ficam cobertos de merda, o que aumenta ainda mais a sua temperatura corporal e pode dar origem a infecções. Na transladação, são pendurados pelas patas por uma grua, esperneando, levando com choques eléctricos, e gritando por ajuda que não virá. Muitos morrem antes de chegar, apenas eles sabendo a dor por que passaram. São jogados para o mar, se estiverem num barco.

Mais valia que fossem mortos à partida. Mortos em meios controlados, com anestesia, e transportados em meios refrigeados. Mas isto sai muito mais caro. E nestas coisas o lucro fala sempre mais alto. Para além disso, nos países para onde são transportados são seguidos rituais de morte próprios. Ou seja, para além de tudo o que passam na viagem, muitas vezes são mortos a sangue frio em rituais bárbaros.

Portugal é um país civilizado e não pode permitir isto dentro das suas portas. A petição do PAN para existir um limite de horas de transporte diárias e a presença de um veterinário é assim tão descabida? E ainda assim é apenas uma gota no oceano. Temos de parar de exportar para o Médio Oriente e Norte de África, simplesmente. Mas como isto escapa às leis nacionais e europeias, valem a lei daqueles países. E o lucro, sempre o lucro.

Por mais que os responsáveis joguem areia para os olhos do povo, basta estar presente num dos portos onde atracam os barcos para ver a realidade tal como ela é. A realidade é muito suja, tem lágrimas a escorrer pelos focinhos, ossos partidos, fome, morte. Não podemos ficar de braços cruzados, chega de compactuar com o sofrimento alheio. Estes animais não têm culpa da vergonha que devíamos sentir. Se não sabem o que fazer, comecem por assinar esta petição. Se querem fazer mais, procurem os grupos nas redes sociais, informem-se, a acção está por todo o lado e o maior cego é aquele que não quer ver.

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