"A criatura ainda se encontrava longe. Ele pôs-se a imaginar se a alimária estaria a rastejar, talvez enfurecida, talvez assustada, à procura de uma saÃda."
in Alien - O 8º Passageiro, de Alan Dean Foster (1979)
Sendo este livro baseado no argumento do Alien (de Dan O'Bannon), é fácil perceber, até pelo sentido, o que uma alimária é. Quando se esgotam os nomes para criatura, ou monstro, ou até coisa, ser vivo não identificado, por vezes tem de se recorrer ao dicionário e aprender mais nomenclaturas. De qualquer forma, fica o significado de alimária, para podermos usar esse lindo termo de agora em diante:
a·li·má·ri·a
substantivo feminino
1. Animal irracional (em geral).
2. [Figurado] Pessoa estúpida.
Oh, surpresa! Afinal também posso chamar de alimária à maioria das pessoas. Sim, também eu tenho muito de alimária, mas há alimárias bem piores.
Este homem, na imagem a ser completamente abalroado por um autocarro desgorvenado, é o Iron Man. Só pode. Lá ia ele a atravessar a rua calmamente de mãozinha no bolso descontraÃdo da vida, até que, sem aviso, um autocarro descontrolado o surpreende por trás.
A porrada não foi pouca - vê-se o vidro do autocarro a rachar completamente com o impacto do Iron Man. Este, com a super pancada, foi como se tivesse deslizado numa casca de banana - cambaleia um pouco ao levantar-se, e segue caminho para o bar, já completamente firme e hirto como se não fosse nada. Que nada interrompa a hora da pint para o Iron Man, que agora já sabemos que vive em Reading, Inglaterra.
A porrada não foi pouca - vê-se o vidro do autocarro a rachar completamente com o impacto do Iron Man. Este, com a super pancada, foi como se tivesse deslizado numa casca de banana - cambaleia um pouco ao levantar-se, e segue caminho para o bar, já completamente firme e hirto como se não fosse nada. Que nada interrompa a hora da pint para o Iron Man, que agora já sabemos que vive em Reading, Inglaterra.
Os Pain of Salvation já andavam por cá (com outro nome) antes mesmo de eu nascer, mas só há pouco tempo os conheci, através do Spotify.
A plataforma meteu-me à frente a música "Linoleum" que me chamou prontamente a atenção - uma rockalhada com muitas variações no ritmo, uma back vocal feminina que não me mexeu com os nervos, uma letra interessante sobre uma mulher chorosa mas com uma força interminável, e uma coisa qualquer a que não consigo dar nome, mas que lhes vem do fundo e que me agarrou. O ar sujo deles também ajuda, claro...
Eles são suecos e liderados desde 1984 por Daniel Gildenlöw. Basta ouvi-los durante um bocado para identificar várias influências, não se colando no entanto a nenhuma em especial - apesar de categorizados de rock progressivo, são capazes de começar com uma balada e acabar a rasgar a cueca.
Estes a quem chamo de anormais são os promotores da festa dos touros de fogo e a população que aplaude e participa nessa merda e não, claro, aos habitantes em geral. Até porque há por lá boa gente.
Mas não o são, decerto, aqueles que vibram ao ver pegar fogo aos cornos de um touro e que ficam a bater palminhas ao vê-lo enraivecido, humilhado e em pânico. Esses, são apenas anormais de merda, sádicos, pessoas sem escrúpulos, deficientes mentais, excrementos em forma humana.
Ora depois das queixas feitas por várias organizações de defesa animal e pelo público em geral, esta prática foi cancelada. As associações, em especial a Animal, foi até às últimas instâncias para garantir que tal não se realizava. Só que... os deficientes mentais são insistentes e afirmaram desde logo que iam fazê-lo à mesma.
As autoridades foram avisadas desta intenção, mas como em tudo o que tenho testemunhado em relação à defesa animal da parte deles, cagaram de alto. E assim, esta merda realizou-se. Os cornos são sensÃveis - os touros têm dores reais quando estão em chamas, e ficam também com o focinho todo queimado. É um cenário de loucos, que apenas excrementos humanos podem apreciar.
Por isso, seus excrementos de merda, se gostam de ver fogo em cornos, ponham os vossos a arder. Ou metam um pau no cu, peguem-lhe fogo e fujam. Ou simplesmente apontem um lança-chamas uns aos outros e matem-se de vez. Vocês merecem morrer, e sofrer. Julgam-se os reis do universo, a maior e melhor das espécies, mas não passam de um vÃrus nojento que é preciso destruir. E espero que sejam destruÃdos rapidamente. Espero que se fodam, que vão para o inferno, que tenham uma morte lenta. Joguem-se dum prédio, afoguem-se. Tanta gente boa a morrer e vocês de pé. Mundo injusto. Morram.
Mas não o são, decerto, aqueles que vibram ao ver pegar fogo aos cornos de um touro e que ficam a bater palminhas ao vê-lo enraivecido, humilhado e em pânico. Esses, são apenas anormais de merda, sádicos, pessoas sem escrúpulos, deficientes mentais, excrementos em forma humana.
Ora depois das queixas feitas por várias organizações de defesa animal e pelo público em geral, esta prática foi cancelada. As associações, em especial a Animal, foi até às últimas instâncias para garantir que tal não se realizava. Só que... os deficientes mentais são insistentes e afirmaram desde logo que iam fazê-lo à mesma.
As autoridades foram avisadas desta intenção, mas como em tudo o que tenho testemunhado em relação à defesa animal da parte deles, cagaram de alto. E assim, esta merda realizou-se. Os cornos são sensÃveis - os touros têm dores reais quando estão em chamas, e ficam também com o focinho todo queimado. É um cenário de loucos, que apenas excrementos humanos podem apreciar.
Por isso, seus excrementos de merda, se gostam de ver fogo em cornos, ponham os vossos a arder. Ou metam um pau no cu, peguem-lhe fogo e fujam. Ou simplesmente apontem um lança-chamas uns aos outros e matem-se de vez. Vocês merecem morrer, e sofrer. Julgam-se os reis do universo, a maior e melhor das espécies, mas não passam de um vÃrus nojento que é preciso destruir. E espero que sejam destruÃdos rapidamente. Espero que se fodam, que vão para o inferno, que tenham uma morte lenta. Joguem-se dum prédio, afoguem-se. Tanta gente boa a morrer e vocês de pé. Mundo injusto. Morram.
Estava num festival qualquer, mas era uma cena muito alternativa e underground que se passava num cenário urbano com casas e terrenos abandonados, grafitados e meio sujos. Havia música, arte, e ajuntamentos de pessoal a jogar snooker ou à malha (!).
Eu andava por lá no meio do pessoal marado, até me dar a vontade de fazer xixi. Para meu desespero, não vi casas de banho em lado nenhum e ninguém mas conseguia indicar. Então, teve de ser. Tive de urinar pelas pernas abaixo. Estava de saia e até foi fácil - consegui fazê-lo sem me sujar. O meu jacto de urina foi tão forte e visÃvel que muita gente ficou a ver, e o único comentário foi feito por uma menina com todo o ar de ser lésbica, que ia a passar e pediu-me para, pelo menos, jogar um balde de água para cima do mijo.
Aceitei a sugestão, mas e encontrar um sÃtio com água ou uma torneira? Muito complicado. Quando acordei ainda o meu eu, no sonho, andava de casa em casa a perguntar por um recipiente e água enquanto o pessoal tripava e não me ligava nenhuma...
Eu andava por lá no meio do pessoal marado, até me dar a vontade de fazer xixi. Para meu desespero, não vi casas de banho em lado nenhum e ninguém mas conseguia indicar. Então, teve de ser. Tive de urinar pelas pernas abaixo. Estava de saia e até foi fácil - consegui fazê-lo sem me sujar. O meu jacto de urina foi tão forte e visÃvel que muita gente ficou a ver, e o único comentário foi feito por uma menina com todo o ar de ser lésbica, que ia a passar e pediu-me para, pelo menos, jogar um balde de água para cima do mijo.
Aceitei a sugestão, mas e encontrar um sÃtio com água ou uma torneira? Muito complicado. Quando acordei ainda o meu eu, no sonho, andava de casa em casa a perguntar por um recipiente e água enquanto o pessoal tripava e não me ligava nenhuma...
O PMS Package é um pack de produtos que fazem falta a qualquer mulher na altura da menstruação. Aqueles dias horrÃveis em que só apetece comer porcaria e ter um comprimido à mão podem ser meio-solucionados com a subscrição deste serviço que nos envia para casa algumas coisas que dão um jeitaço.
Mediante subscrição mensal, chocolates, cremes, medicamentos, produtos de higiene ou mimos como peúgas confortáveis ou peluches são enviados numa caixinha, qual kit de sobrevivência para os dias mais difÃceis. Ora isto é muito bonito e é uma boa ideia para importar por cá, mas eu acrescentaria:
- Uma mini ventoinha, porque a minha temperatura sobe nas horas
- Uma ponta e mola, porque me apetece matar alguém ainda mais do que o habitual
- Qualquer coisa forte para a diarreia, por razões que escuso de explicar
- Cuecas suplentes em embalagem para andar na mala, por razões que escuso de explicar
- Cápsulas de café, porque fico com um sono do car****
- Batatas fritas, que é aquela cena que me apetece tanto, que já sei que vem aà sangue quando começo a pensar nas Ruffles
Fica a dica, queridas futuras start-ups.
Mediante subscrição mensal, chocolates, cremes, medicamentos, produtos de higiene ou mimos como peúgas confortáveis ou peluches são enviados numa caixinha, qual kit de sobrevivência para os dias mais difÃceis. Ora isto é muito bonito e é uma boa ideia para importar por cá, mas eu acrescentaria:
- Uma mini ventoinha, porque a minha temperatura sobe nas horas
- Uma ponta e mola, porque me apetece matar alguém ainda mais do que o habitual
- Qualquer coisa forte para a diarreia, por razões que escuso de explicar
- Cuecas suplentes em embalagem para andar na mala, por razões que escuso de explicar
- Cápsulas de café, porque fico com um sono do car****
- Batatas fritas, que é aquela cena que me apetece tanto, que já sei que vem aà sangue quando começo a pensar nas Ruffles
Fica a dica, queridas futuras start-ups.
Pobre mulher. A jornalista da TVI que confundiu um anúncio do Syfy relativo à estreia da Guerra dos Tronos com uma verdadeira notÃcia sobre meteorologia vai ser gozada até ao fim dos seus dias. Deve estar neste momento com a cabeça enfiada na almofada a chorar, à espera que as lágrimas se transformem em gelo com o frio que apregoou.
Em defesa da Ana Sofia Cardoso (e é a única defesa possÃvel) ela já está tão formatada para ler aquilo tudo de seguida que nem deve ter reparado. Mas porra, Ana:
- Um mapa inventado
- Dragões a voar sobre o mapa
- O logotipo do Syfy
- O tipo de letra da série, diferente do Público
E isto é o básico. Acho que quem lê as capas dos jornais em directo, pelo menos, devia passar os olhos por elas antes do programa. Quem ganha com isto é o Syfy, que pagou por um anúncio na imprensa escrita e acabou por ter publicidade grátis em directo na televisão. Não é que a Guerra dos Tronos precise de publicidade. Eu cá estou desejosa que o Inverno regresse para a 7ª temporada.
Em defesa da Ana Sofia Cardoso (e é a única defesa possÃvel) ela já está tão formatada para ler aquilo tudo de seguida que nem deve ter reparado. Mas porra, Ana:
- Um mapa inventado
- Dragões a voar sobre o mapa
- O logotipo do Syfy
- O tipo de letra da série, diferente do Público
E isto é o básico. Acho que quem lê as capas dos jornais em directo, pelo menos, devia passar os olhos por elas antes do programa. Quem ganha com isto é o Syfy, que pagou por um anúncio na imprensa escrita e acabou por ter publicidade grátis em directo na televisão. Não é que a Guerra dos Tronos precise de publicidade. Eu cá estou desejosa que o Inverno regresse para a 7ª temporada.
Depois do choque da desgraça, é o do presente, de lidar com a perda. De não ter nada. FamÃlia, animais e bens de uma vida perdidos. Vidas que, num momento para o outro, se tornaram morte num cenário de inferno. Os que ficam carregam um peso que ninguém imagina. Os sobreviventes vão, para sempre, carregar consigo o medo do pior dia das suas vidas num cenário de horror.
Muita força para todos os que vão lidar com isto e para os que ajudaram e ainda estão a ajudar, principalmente aos incansáveis bombeiros, os heróis de sempre, verdadeiros escudos entre a vida e a morte.
Muita força para todos os que vão lidar com isto e para os que ajudaram e ainda estão a ajudar, principalmente aos incansáveis bombeiros, os heróis de sempre, verdadeiros escudos entre a vida e a morte.
Esta semana de feriados soube a mel. Para quem trabalha em Lisboa, isto de dar o corpo ao manifesto dia sim dia não foi suave como o rabo de um bebé. Sim, tive de trabalhar o dobro em alguns momentos. Mas com o mindset "não faz mal, amanhã descanso" valeu a pena. A produtividade acelerou e tive de ser mais eficaz. No fim, ficou tudo feito à mesma.
Não me importava que fosse sempre assim. Se tivesse de receber menos um bocadinho, que fosse. Foi brutal. Fiquei tão alegre como este canito. Pelos três dias de trabalho semanais, marchar, marchar!
Não me importava que fosse sempre assim. Se tivesse de receber menos um bocadinho, que fosse. Foi brutal. Fiquei tão alegre como este canito. Pelos três dias de trabalho semanais, marchar, marchar!
Um dia muito ocupado no trabalho. Sem tempo para respirar. As tarefas acumulam-se. O telefone toca. Pensas em deixar tocar e não atender. Aliás, pensas em tirar o telefone da tomada e desligar o telemóvel. E jogar ambos pela janela. Desejas acrescentar mais umas horas ao teu dia ou, melhor, que toda a gente desapareça. E que o edifÃcio arda e não sobre nada. Mas lá atendes o telefone, e então...
(ler muito devagar, como se estivessem a saborear o último pedaço de chocolate existente no universo)
"Estou? Olha... tudo bem... então é assim. O motivo pelo qual te estou a ligar é porque, pronto, surgiu uma campanha e vamos ter de... bem, vais perceber pelo meu email. Vou explicar tudo por escrito. Para que não hajam dúvidas. Não vale a pena estar a falar disso pelo telefone. É só para saberes. Que vou mandar um email. Para estares preparada, para não estranhares. Não é urgente, não. Mas pronto. Para saberes. Que vais ter um email meu na tua caixa de entrada. Não agora. Ainda hoje, provavelmente."
Mas porquê??? Porque é que as pessoas são assim? Porque é que desperdiçam o tempo delas e o meu? Depois levo nos cornos porque desligo os telefones, mas é porque esta gente existe realmente e mói-me o dia inteiro! Parasitas anti-produtividade! Socorro! Ahhhhh!
(ler muito devagar, como se estivessem a saborear o último pedaço de chocolate existente no universo)
"Estou? Olha... tudo bem... então é assim. O motivo pelo qual te estou a ligar é porque, pronto, surgiu uma campanha e vamos ter de... bem, vais perceber pelo meu email. Vou explicar tudo por escrito. Para que não hajam dúvidas. Não vale a pena estar a falar disso pelo telefone. É só para saberes. Que vou mandar um email. Para estares preparada, para não estranhares. Não é urgente, não. Mas pronto. Para saberes. Que vais ter um email meu na tua caixa de entrada. Não agora. Ainda hoje, provavelmente."
Mas porquê??? Porque é que as pessoas são assim? Porque é que desperdiçam o tempo delas e o meu? Depois levo nos cornos porque desligo os telefones, mas é porque esta gente existe realmente e mói-me o dia inteiro! Parasitas anti-produtividade! Socorro! Ahhhhh!
... Não consegui ler no comboio, de manhã, porque ao meu lado estava
uma fedelha gorda a contar a discussão que teve com a mãe e com a melhor
amiga. E isto, com sono, ganha por muito ao livro sobre uma dama no séc. XIX que estou a ler.
... Abri o pacote de açúcar do café e despejei-o inteiro no lixo.
... Estive a manhã toda de phones sem me aperceber que não tinha nada a tocar.
... Esqueci-me de chinelos para o ginásio e tive de tomar banho de peúgas, que é a pior sensação de sempre - ter os presuntos ensopados enfiados num preservativo de algodão a fazer shlep-shlep pelo chão fora é tipo walk of shame.
... Tentei entrar na empresa com o passe do Metro e estive a tentar várias posições e intensidade de força até vir um segurança dizer que o Lisboa Viva não era ali válido. Ainda fiquei uns bons 5 segundos a olhar para ele sem saber o que ele estava para ali a dizer.
... Deixei cair uma boa porção do meu almoço na camisola. Fiquei feliz por trazer uma tshirt com um desenho dum cão marado, e as nódoas de gordura estão perfeitamente camufladas na baba do cão. #win
... Abdicava do salário deste dia miserável para ir para casa dormir.
... Comia uma unha (minha) para dormir uma horinha a meio do expediente.
Tive de escrever este texto para me entreter com uma sequência lógica de pensamentos e não deixar cair a cabeça em cima do teclado. Devia usar uns óculos com olhos falsos como o Homer Simpson e tirar um cochilo já aqui.
... Abri o pacote de açúcar do café e despejei-o inteiro no lixo.
... Estive a manhã toda de phones sem me aperceber que não tinha nada a tocar.
... Esqueci-me de chinelos para o ginásio e tive de tomar banho de peúgas, que é a pior sensação de sempre - ter os presuntos ensopados enfiados num preservativo de algodão a fazer shlep-shlep pelo chão fora é tipo walk of shame.
... Tentei entrar na empresa com o passe do Metro e estive a tentar várias posições e intensidade de força até vir um segurança dizer que o Lisboa Viva não era ali válido. Ainda fiquei uns bons 5 segundos a olhar para ele sem saber o que ele estava para ali a dizer.
... Deixei cair uma boa porção do meu almoço na camisola. Fiquei feliz por trazer uma tshirt com um desenho dum cão marado, e as nódoas de gordura estão perfeitamente camufladas na baba do cão. #win
... Abdicava do salário deste dia miserável para ir para casa dormir.
... Comia uma unha (minha) para dormir uma horinha a meio do expediente.
Tive de escrever este texto para me entreter com uma sequência lógica de pensamentos e não deixar cair a cabeça em cima do teclado. Devia usar uns óculos com olhos falsos como o Homer Simpson e tirar um cochilo já aqui.
O patrão de uma pequena empresa chinesa está a oferecer aos seus trabalhadores 200 yuans (cerca de 26€) por cada quilo que percam.
Ao ter consciência do excesso de peso dos seus colaboradores, e pela natureza sedentária do trabalho que têm, ele promoveu esta iniciativa e já teve de pagar, por exemplo, 260€ a um trabalhador que conseguiu perder 10 quilos desde março.
Ele percebeu também que a qualidade do trabalho sobe com as melhorias no estado de saúde dos colaboradores, coisa que muitas empresas portuguesas, e não só, custam a entender. Não é só estar sentado a um computador o dia todo que equivale a entrega e eficiência. Uma pessoa activa, de bem com a vida, com uma melhor alimentação, com mais confiança em si própria, é mais focada, criativa e tem muito mais capacidade para aguentar as tarefas do dia a dia e a pressão. No fim do dia, todos saem beneficiados.
Numa China onde o peso médio aumentou nos últimos anos, são estes pequenos exemplos que devem ser seguidos, não só lá, como no resto do mundo.
Via SIC NotÃcias
Ao ter consciência do excesso de peso dos seus colaboradores, e pela natureza sedentária do trabalho que têm, ele promoveu esta iniciativa e já teve de pagar, por exemplo, 260€ a um trabalhador que conseguiu perder 10 quilos desde março.
Ele percebeu também que a qualidade do trabalho sobe com as melhorias no estado de saúde dos colaboradores, coisa que muitas empresas portuguesas, e não só, custam a entender. Não é só estar sentado a um computador o dia todo que equivale a entrega e eficiência. Uma pessoa activa, de bem com a vida, com uma melhor alimentação, com mais confiança em si própria, é mais focada, criativa e tem muito mais capacidade para aguentar as tarefas do dia a dia e a pressão. No fim do dia, todos saem beneficiados.
Numa China onde o peso médio aumentou nos últimos anos, são estes pequenos exemplos que devem ser seguidos, não só lá, como no resto do mundo.
Via SIC NotÃcias
Só conhecia estes meninos por causa de uma versão mal amanhada da "Popless" dos GNR. Fizeram uma bela merda com essa música, que é uma das minhas preferidas dos dinossauros do rock português. De resto, para mim, tudo o que sai daquelas alminhas é igualmente cocó.
Mas, hey, é a minha opinião, e estas são como os cus - cada com um o seu. Também gostei de coisas muito estranhas na minha juventude. Dou a mão à palmatória.
Mas isto é diferente. Já todos devem ter visto, mas passo a explicar. Os elementos dessa bandazeca fizeram um post no Twitter onde escreveram "'Tasse". Uma rapariga corrigiu-os, e escreveu, simplesmente, em resposta, "*'Tá-se". Esta foi a resposta que obteve:
É que nem para pesquisar no Google servem. Subjuntivo? Estasse? Em que lÃngua, português de Portugal? A tentarem ridicularizar uma rapariga e saiu-lhes o tiro pela culatra. Agora estão a fazer posts fofinhos a tentar a redenção. RidÃculos. #thinkbeforeyouspeak
Mas, hey, é a minha opinião, e estas são como os cus - cada com um o seu. Também gostei de coisas muito estranhas na minha juventude. Dou a mão à palmatória.
Mas isto é diferente. Já todos devem ter visto, mas passo a explicar. Os elementos dessa bandazeca fizeram um post no Twitter onde escreveram "'Tasse". Uma rapariga corrigiu-os, e escreveu, simplesmente, em resposta, "*'Tá-se". Esta foi a resposta que obteve:
Ó amigos. Enterraram-se bem, hein? Fizeram-se espertos, armaram-se aos cucos, responderam agressivamente, puseram-se num patamar bem acima da desgraçada dispondo-se a rebaixá-la com uma hashtag bem pesada; e para quê? Para se enterrarem. Lindo. Queridos, a vossa música reflecte a caca que é o vosso discernimento e o vosso conhecimento da lÃngua portuguesa.
É que nem para pesquisar no Google servem. Subjuntivo? Estasse? Em que lÃngua, português de Portugal? A tentarem ridicularizar uma rapariga e saiu-lhes o tiro pela culatra. Agora estão a fazer posts fofinhos a tentar a redenção. RidÃculos. #thinkbeforeyouspeak
Já lá vai mais de um mês de gralha. Ainda não foi corrigida a citação de Fernando Pessoa num banco no Cais do Sodré. Esta pérola continua de pedra e cal cravada na madeira a assombrar as almas literárias deste mundo e arredores... por favor, corrijam lá isso que o meu coração não aguenta mais.
BUSCA O OCEANO POS ACHAR;
Mas... como é que quem fez isto não reparou? Ok, pode ter sido um trabalhador estrangeiro, mas foda-se. Não metam estrangeiros a gravar citações em português, ou estejam em cima do seu trabalho como falcões. E para que serve o ponto e vÃrgula? Isto é uma facada no meio das costelas. O senhor se ainda tivesse corpo estaria a dar voltas no caixão.
BUSCA O OCEANO POS ACHAR;
Mas... como é que quem fez isto não reparou? Ok, pode ter sido um trabalhador estrangeiro, mas foda-se. Não metam estrangeiros a gravar citações em português, ou estejam em cima do seu trabalho como falcões. E para que serve o ponto e vÃrgula? Isto é uma facada no meio das costelas. O senhor se ainda tivesse corpo estaria a dar voltas no caixão.
Trouxe da biblioteca um livro que me deu a conhecer um perÃodo negro da História, conhecido agora como o Holocausto Brasileiro. Fiquei estarrecida, em primeiro lugar por aquela realidade ter acontecido durante tanto tempo nas barbas de toda a gente; em segundo lugar, porque o desconhecia. E a ignorância que tinha disto envergonha-me. Foi negro, horrÃvel, doentio, e como tal sinto a necessidade de falar sobre isso. Se mais alguém tomar conhecimento do que se passou, nem que seja uma pessoa, será um passo de formiga dado para que não volte a acontecer.
Ora o Holocausto Brasileiro refere-se a um manicómio, o Colônia, em Minas Gerais, em funcionamento entre 1903 e 1980 onde morreram 60 mil pessoas. Logo por aqui se vê algo de muito errado. O número de mortes tão elevado deve-se, muito resumida e assertivamente, ao facto de as pessoas serem colocadas lá para morrer.
Qualquer pessoa que revelasse problemas mentais, desde os mais profundos até à s coisas mais simples como depressão, tristeza, ou patologias como epilepsia, estava sujeita a ir lá parar. De todos os cantos do Brasil, homens, mulheres e crianças eram lá depositados pelos seus familiares ou instituições para nunca mais saÃrem. Como se estivessem a jogar um papel no lixo. Outros havia, claro, que as famÃlias achavam que estavam a fazer o melhor para eles. Mas não.
As condições no manicómio eram as piores que se possam imaginar. Logo à partida, os "doentes" eram despojados da roupa e ficavam nus, num clima que era bastante frio no meio das montanhas. Para além da vergonha, que acabavam por perder porque andavam todos assim, o frio matava. Para dormir, empilhavam-se uns em cima dos outros para procurar algum calor, e muitos acabaram por morrer sufocados. Também não haviam camas na maior parte dos locais. Para ganhar espaço para mais e mais pessoas num espaço já de si sobrelotado, foram retiradas as camas e substituÃdas por montes de relva.
A comida era pouca e a subnutrição também matava. Para se ter comida, eram obrigados, em jejum, a ficar horas numa fila porque quem ficasse para trás já não teria nada para comer. Para beber, era água do esgoto, bebida a partir do chão.
Os "doentes" também eram recebidos com choques eléctricos. Quando se "portassem mal" também os recebiam. Outra causa de morte. Nem todos os aguentavam. Quem já era maluco ficava ainda mais, e quem não era acabava por se tornar. Com a fome, comiam os pequenos animais que se atravessem a aparecer nos pátios, matando-os com as próprias mãos e comendo-os a sangue frio.
Num ambiente aberto ao sexo, muitas das mulheres engravidavam. E, claro, não eram autorizadas a ficar com os filhos. Para impedirem que os médicos e enfermeiros se aproximassem, cobriam o corpo com as próprias fezes.
Os cadáveres resultantes deste terror eram mais que muitos. Foi feito negócio com muitas faculdades para ficarem com os mesmos, mas isso não impedia que os corpos que sobravam fossem sendo amontoados no cemitério anexo.
Isto é uma pequena parte do que acontecia. Sugiro que leiam o livro ou que vejam o documentário. Este, ainda não tive coragem para ver. Alguns dos sobreviventes ainda são vivos e mal conseguem contar o que foi feito das suas vidas. Nem eu tenho palavras para dizer o que sinto. Quem é capaz de manter estas pessoas assim, não tem qualquer humanidade dentro. O ser humano consegue ser para lá de repugnante. Hoje, o manicómio é um museu. Da vergonha.
As fotografias em baixo são de Luiz Alfredo, repórter fotográfico que nunca mais foi o mesmo depois de ver o que viu.
Ora o Holocausto Brasileiro refere-se a um manicómio, o Colônia, em Minas Gerais, em funcionamento entre 1903 e 1980 onde morreram 60 mil pessoas. Logo por aqui se vê algo de muito errado. O número de mortes tão elevado deve-se, muito resumida e assertivamente, ao facto de as pessoas serem colocadas lá para morrer.
Qualquer pessoa que revelasse problemas mentais, desde os mais profundos até à s coisas mais simples como depressão, tristeza, ou patologias como epilepsia, estava sujeita a ir lá parar. De todos os cantos do Brasil, homens, mulheres e crianças eram lá depositados pelos seus familiares ou instituições para nunca mais saÃrem. Como se estivessem a jogar um papel no lixo. Outros havia, claro, que as famÃlias achavam que estavam a fazer o melhor para eles. Mas não.
As condições no manicómio eram as piores que se possam imaginar. Logo à partida, os "doentes" eram despojados da roupa e ficavam nus, num clima que era bastante frio no meio das montanhas. Para além da vergonha, que acabavam por perder porque andavam todos assim, o frio matava. Para dormir, empilhavam-se uns em cima dos outros para procurar algum calor, e muitos acabaram por morrer sufocados. Também não haviam camas na maior parte dos locais. Para ganhar espaço para mais e mais pessoas num espaço já de si sobrelotado, foram retiradas as camas e substituÃdas por montes de relva.
A comida era pouca e a subnutrição também matava. Para se ter comida, eram obrigados, em jejum, a ficar horas numa fila porque quem ficasse para trás já não teria nada para comer. Para beber, era água do esgoto, bebida a partir do chão.
Os "doentes" também eram recebidos com choques eléctricos. Quando se "portassem mal" também os recebiam. Outra causa de morte. Nem todos os aguentavam. Quem já era maluco ficava ainda mais, e quem não era acabava por se tornar. Com a fome, comiam os pequenos animais que se atravessem a aparecer nos pátios, matando-os com as próprias mãos e comendo-os a sangue frio.
Num ambiente aberto ao sexo, muitas das mulheres engravidavam. E, claro, não eram autorizadas a ficar com os filhos. Para impedirem que os médicos e enfermeiros se aproximassem, cobriam o corpo com as próprias fezes.
Os cadáveres resultantes deste terror eram mais que muitos. Foi feito negócio com muitas faculdades para ficarem com os mesmos, mas isso não impedia que os corpos que sobravam fossem sendo amontoados no cemitério anexo.
Isto é uma pequena parte do que acontecia. Sugiro que leiam o livro ou que vejam o documentário. Este, ainda não tive coragem para ver. Alguns dos sobreviventes ainda são vivos e mal conseguem contar o que foi feito das suas vidas. Nem eu tenho palavras para dizer o que sinto. Quem é capaz de manter estas pessoas assim, não tem qualquer humanidade dentro. O ser humano consegue ser para lá de repugnante. Hoje, o manicómio é um museu. Da vergonha.
As fotografias em baixo são de Luiz Alfredo, repórter fotográfico que nunca mais foi o mesmo depois de ver o que viu.
" - Se o burro do angolano concordou com o preço sobrefacturado que lhe apresentei, é porque a margem de lucro dele deve ser grande como o caralho! - ponderou (em nome da personagem, peço a indulgência dos leitores para essa expressão malquista por alguns, mas o facto é que o objecto em questão costuma ser utilizado como um parâmetro de medida sempre que alguém pretende dar a ideia de algo com uma dimensão fora do comum, o que não deixa de ser admirável, se tivermos em mente que, em regra, ele varia apenas entre os treze e os dezassete centÃmetros)."
Ora o autor João Melo faz aqui uma pequena instrospecção sobre a expressão "grande como o caralho". Nunca tinha pensado nela nestes modos, mas não faz sentido nenhum. Quantas vezes, a comentar o tamanho de certas coisas, disse que era grande como o caralho? E o caralho é coisa para medir um palmo. Que sentido é que isto faz? De onde é que isto veio?
Mesmo que estejamos a falar de um mangalho de um animal de grande porte, como o de um cavalo ou elefante, não faz sentido. Porque tudo é "grande como o caralho", desde um edifÃcio, uma forte dor de cabeça, um Hummer, o palco dos Metallica, o The Rock, e por aà fora. E não há caralho que se assemelhe a essas coisas.
É claro que a expressão foi dita, pela primeira vez, por um homem cheio de si. Um homem que achou que o seu apêndice era o maior e mais robusto de todos, apenas comparável com as maiores obras existentes. "O Cristo Rei? Tão grande como o meu caralho". E o exagero pegou, os outros não quiseram ficar atrás e a expressão ficou.
Estou confusa como o caralho.
in O Homem Que Não Tira o Palito da Boca, de João Melo (2009)
__________________________________________________
Ora o autor João Melo faz aqui uma pequena instrospecção sobre a expressão "grande como o caralho". Nunca tinha pensado nela nestes modos, mas não faz sentido nenhum. Quantas vezes, a comentar o tamanho de certas coisas, disse que era grande como o caralho? E o caralho é coisa para medir um palmo. Que sentido é que isto faz? De onde é que isto veio?
Mesmo que estejamos a falar de um mangalho de um animal de grande porte, como o de um cavalo ou elefante, não faz sentido. Porque tudo é "grande como o caralho", desde um edifÃcio, uma forte dor de cabeça, um Hummer, o palco dos Metallica, o The Rock, e por aà fora. E não há caralho que se assemelhe a essas coisas.
É claro que a expressão foi dita, pela primeira vez, por um homem cheio de si. Um homem que achou que o seu apêndice era o maior e mais robusto de todos, apenas comparável com as maiores obras existentes. "O Cristo Rei? Tão grande como o meu caralho". E o exagero pegou, os outros não quiseram ficar atrás e a expressão ficou.
Estou confusa como o caralho.
Este homem do Zimbabué é um pastor já conhecido pelos seus métodos "revolucionários" de dar a missa, mas agora abusou. Então não é que falou com Deus pelo telemóvel em plena cerimónia? No vÃdeo que podem ver aqui, vê-se o homem a fazer a chamada para o céu e a falar tu-cá-tu-lá com Deus todo poderoso, o próprio.
Toda a gente que acha isto inacreditável tenha lá calma. Se Deus criou tudo o que existe, também criou o telemóvel. Porque não ter um? De certeza que é um gajo avançado para a sua época. Também há-de ter conta no Facebook e Instagram, mascarado sob um pseudónimo qualquer para não dar nas vistas. Um cantor rap americano de terceira categoria, por exemplo. Se pensam que estão a dar like a um puto charila armado aos cucos, atenção, pode ser Deus.
Espero que não tenha um iPhone de última geração, isso seria defecar na cara dos pobres. É gajo de ter um Alcatel ou um Wiko, vá, assim alguma coisa na média. E o wi-fi? No céu deve ter uma velocidade infinita, ideal para se entreter no Netflix. E deve ser por isso que tem desleixado um pouco as coisas cá em baixo.
Pessoas. Vamos lá a ver. A religião já é doentia e assim, para além disso, cai ainda mais no ridÃculo. Há fé, e há fé parva. Isto é só fazer as pessoas de estúpidas e espalhar a burrice.
Toda a gente que acha isto inacreditável tenha lá calma. Se Deus criou tudo o que existe, também criou o telemóvel. Porque não ter um? De certeza que é um gajo avançado para a sua época. Também há-de ter conta no Facebook e Instagram, mascarado sob um pseudónimo qualquer para não dar nas vistas. Um cantor rap americano de terceira categoria, por exemplo. Se pensam que estão a dar like a um puto charila armado aos cucos, atenção, pode ser Deus.
Espero que não tenha um iPhone de última geração, isso seria defecar na cara dos pobres. É gajo de ter um Alcatel ou um Wiko, vá, assim alguma coisa na média. E o wi-fi? No céu deve ter uma velocidade infinita, ideal para se entreter no Netflix. E deve ser por isso que tem desleixado um pouco as coisas cá em baixo.
Pessoas. Vamos lá a ver. A religião já é doentia e assim, para além disso, cai ainda mais no ridÃculo. Há fé, e há fé parva. Isto é só fazer as pessoas de estúpidas e espalhar a burrice.
Pouco depois das 8h00. Local: comboio. Senta-se ao meu lado um homem negro dos seus 50 anos. Mete os phones nos ouvidos e começa a ouvir música. Os phones são daqueles que deixam passar o som todo. Pensei, erradamente, que ia começar a ouvir uma sessão de kisomba, mas não. O homem mandou-me, sem falar, meter os estereótipos racistas no cu, e meteu Celine Dion a bombar.
Eu bem que tentei continuar a ler o meu livro, mas a voz da Celine deixa-me desconcertada. Não consigo fazer mais nada. E ainda menos quando o senhor começou a murmurar a canção toda, acompanhando-a de um "hmmmm... hmmmm" bem profundo. Era um senhor grande e avantajado, pelo que o murmúrio vindo do seu âmago até fazia tremer o banco.
Assim, fui levando uma ligeira massagem nas costas e no bumbum pela vibração no banco, a lembrar-me que o Jack morria sempre no fim enquanto fingia continuar a ler. Depois... bem, veio o Roberto Carlos de Calhambeque e o murmúrio acabou, porque, vá, é mais difÃcil ter fôlego para acompanhar o bip bip.
Eu bem que tentei continuar a ler o meu livro, mas a voz da Celine deixa-me desconcertada. Não consigo fazer mais nada. E ainda menos quando o senhor começou a murmurar a canção toda, acompanhando-a de um "hmmmm... hmmmm" bem profundo. Era um senhor grande e avantajado, pelo que o murmúrio vindo do seu âmago até fazia tremer o banco.
Assim, fui levando uma ligeira massagem nas costas e no bumbum pela vibração no banco, a lembrar-me que o Jack morria sempre no fim enquanto fingia continuar a ler. Depois... bem, veio o Roberto Carlos de Calhambeque e o murmúrio acabou, porque, vá, é mais difÃcil ter fôlego para acompanhar o bip bip.























